
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), descartou qualquer relação entre a troca do comando de ministérios e a votação final do arcabouço fiscal, disse o ministro Fernando Haddad (Fazenda).
"Perguntei para ele e ele me falou: tem nada a ver arcabouço fiscal com mexida em ministério", afirmou Haddad após reunião com Lira.
O encontro também contou com a presença do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, e tratou da entrega simbólica de um projeto de lei compensando estados por perdas com o ICMS devido a medidas tomadas no ano passado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
"Lira deve chamar reunião com líderes para discutir os dois projetos, da Câmara e do Senado. Depois de ouvir a todos, devemos ter nos próximos dias o arcabouço votado, talvez na semana que vem, mas ele não se comprometeu com prazo", continuou o ministro.
De acordo com Haddad, Lira "não está esperando nenhuma ação do governo para votar, até porque sabe da importância de definir regras do Orçamento do ano que vem".
O ministro disse que o Projeto de Lei Orçamentária Anual será enviado para o Congresso no dia 30 deste mês, "mas a elaboração dele precisa de providências formais, então precisamos fechar ele uns 15 dias antes da remessa".
Essas providências, disse, envolvem o envio para a Casa Civil, que depois de analisar o projeto o repassa para a assinatura do presidente Lula (PT).
Havia a expectativa de que o texto aprovado no Senado fosse votado ainda nesta semana na Câmara dos Deputados, mas divergências em torno das mudanças adiaram a análise.
O líder do governo na Câmara, Zé Guimarães (PT-CE), disse nesta quinta que o governo tem até o final do mês para votar o arcabouço fiscal.
Ele esteve mais cedo com o ministro da articulação política, Alexandre Padilha, no Palácio do Planalto.
"Temos até o final do mês para votar", disse. Questionado se Lira teria decidido adiar a análise do texto por tempo indeterminado, completou: "Ainda não, vamos ter reunião para ajeitar a pauta ainda".
Na segunda-feira (31), Lira disse que os parlamentares têm até 31 de agosto como prazo para votação. "Até lá penso que a Câmara vai se debruçar com muita tranquilidade só sobre as alterações que o Senado fez. O resto do projeto já está em ordem, já está precificado inclusive pelo mercado financeiro", afirmou, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.
Até o momento, não há um acordo em torno das mudanças. O Senado excluiu despesas com ciência e tecnologia, com o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) e com o FCDF (Fundo Constitucional do Distrito Federal) das limitações do arcabouço.
No caso do Fundeb e do FCDF, a exclusão constava no projeto original do governo, mas a Câmara decidiu colocar esses gastos sob o arcabouço por se tratarem de despesas primárias. Agora, há divergências para definir se os deputados retomarão a proposta aprovada por eles mesmos, ou se as alterações do Senado serão acatadas.
Política Veja como foi a terça-feira (25) dos candidatos a presidente
Política Rio exonera 6,1 mil comissionados e prevê economia de R$ 221 milhões
Política Facebook falha em filtrar anúncio com desinformação eleitoral, diz ONG
Eleições 2026 Em nova derrota para Jerônimo, Justiça Eleitoral rejeita pedido para retirar vídeo de ACM Neto sobre desemprego na Bahia
Eleições 2026 Jerônimo divulga fake news sobre suposta perseguição política em hospital e é desmentido por página de humor
Política Confira a agenda dos presidenciáveis nesta terça-feira (25)


