Saúde Saúde

Após atrasos de pagamento do governo Jerônimo, 25 cirurgiões do Hospital Roberto Santos informam desligamento coletivo

Siga @galegonoticia no Instagram

22/08/2026 às 11h21
Por: Galego Noticias
Compartilhe:
Para compartilhar esse conteúdo, por favor utilize o link https://www1.folha.uol.com.br/poder/2022/11/lula-nao-vai-conseguir-chegar-e-dar-tapa-na-mesa-diz-jeronimo-governador-eleito-da-bahia.shtml ou as ferramentas oferecidas na página. Textos, fotos, art
Para compartilhar esse conteúdo, por favor utilize o link https://www1.folha.uol.com.br/poder/2022/11/lula-nao-vai-conseguir-chegar-e-dar-tapa-na-mesa-diz-jeronimo-governador-eleito-da-bahia.shtml ou as ferramentas oferecidas na página. Textos, fotos, art

 

Um grupo de 25 cirurgiões gerais do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), em Salvador, decidiu deixar de forma programada as escalas da unidade após uma série de atrasos, pelo governo Jerônimo Rodrigues (PT), nos pagamentos, que chegaram a cinco meses sem remuneração. A situação foi comunicada formalmente ao Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), que alertou para o risco de desassistência à população diante da saída dos profissionais.

As informações foram divulgadas pelo próprio Cremeb nesta sexta-feira (21). Segundo o Conselho, os médicos também relatam sobrecarga de trabalho, redução progressiva do número de profissionais nas escalas e defasagem nos valores pagos diante da complexidade dos serviços realizados no hospital.

De acordo com o relato apresentado ao Conselho, outros plantonistas já vinham deixando o serviço, provocando um desfalque progressivo nas escalas e aumentando a carga de trabalho dos profissionais que permaneceram na unidade. Os médicos também afirmaram que a remuneração estaria defasada e incompatível com as atividades de alta complexidade desempenhadas no Roberto Santos.

O grupo procurou o Cremeb em busca de apoio e atuação institucional diante da situação. A preocupação, segundo a entidade, não se limita às condições enfrentadas pelos profissionais, mas alcança os possíveis impactos sobre os pacientes caso haja descontinuidade de um serviço essencial.

Conforme o Conselho, os médicos já haviam levado reiteradamente à gestão do hospital tanto os atrasos nos pagamentos quanto os problemas nas escalas. Segundo a representante legal dos profissionais, porém, as questões permaneciam sem uma solução efetiva até o momento da reunião.

Diante da denúncia, o Cremeb informou que adotou providências no mesmo dia em que recebeu o relato. O Conselho oficiou o subsecretário da Saúde do Estado, Paulo Barbosa, e o superintendente de Atenção Integral à Saúde, Karlos Figueredo. O caso também foi levado ao Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA).

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários