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Flávio Bolsonaro acusa Senado de se omitir após mensagens de Vorcaro a Moraes

Durante discurso, Flávio Bolsonaro afirma que Senado ignora crise institucional e defende votação imediata do impeachment de Moraes.

01/09/2026 às 19h17
Por: Nicolas Leite
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Reprodução / TV Senado
Reprodução / TV Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) subiu à tribuna do Senado nesta terça-feira (1º) para cobrar a abertura imediata de um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar afirmou que as mensagens atribuídas ao ministro e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, reveladas em relatório da Polícia Federal (PF), representam uma grave crise institucional e acusou o Senado de agir como se “nada estivesse acontecendo”.

Durante o discurso, o filho de Jair Bolsonaro afirmou que o conteúdo das mensagens levantaria suspeitas de crimes como obstrução da Justiça, interferência em processos judiciais, corrupção e enriquecimento ilícito. 

“Não dá para fingir que ele não cometeu crime de responsabilidade”, afirmou. Em seguida, defendeu que o pedido de impeachment fosse colocado em votação no plenário do Senado “hoje” e “de ofício”.


Flávio Bolsonaro no Plenário do Senado, nesta terça-feira (1º). (Foto: Carlos Moura/Agência Senado.

O candidato à Presidência também criticou a postura dos demais senadores e disse existir uma espécie de “espada apontada” sobre os parlamentares. Ele acusou ainda os Poderes de viverem um ambiente de interferência política e afirmou que o Legislativo precisa reagir para preservar sua autonomia.

Flávio também mencionou o pedido de impeachment apresentado pelo senador Carlos Viana (PSD-MG). “O Alexandre de Moraes precisa ter o processo de impeachment imediatamente iniciado”, declarou.

Vorcaro pediu ajuda a Moraes para frear a PF

As declarações ocorreram após a divulgação de mensagens recuperadas pela PF no celular de Vorcaro, que apontam para uma relação próxima entre o banqueiro e Moraes.

Segundo a investigação, o banqueiro teria pedido ao ministro ajuda para tentar conter ou adiar ações da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o Banco Master. Em uma das conversas, o empresário chegou a questionar se deveria deixar o país antes de ser preso.

As revelações também levaram o ministro André Mendonça a solicitar manifestação da PGR sobre menções a Moraes, ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Mendonça avalia se Moraes deverá ser incluído formalmente nas investigações do caso Master.


 

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