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Jaques Wagner é citado em delação do ex-dono da Reag sobre escândalo do Master, diz site 

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26/08/2026 às 13h15
Por: Galego Noticias
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Foto divulgação
Foto divulgação

 

O senador e candidato à reeleição Jaques Wagner (PT) foi citado em um dos anexos da proposta de delação premiada apresentada à Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo empresário João Carlos Mansur, ex-dono da Reag Investimentos, investigada pela Polícia Federal no caso do Banco Master. As informações foram reveladas nesta quarta-feira (26) pelo UOL.

De acordo com a publicação, foi Mansur que providenciou ingressos solicitados pelo petista baiano para um show da cantora Taylor Swift, realizado em São Paulo, em 2023, no valor de R$ 63,3 mil.

A negociação teria ocorrido a partir de Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master e um dos operadores que comprou a antiga Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), a conhecida Cesta do Povo. A venda ocorreu quando Wagner era secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia no governo Rui Costa (PT) em 2018. 

A menção na delação ocorre pouco mais de dois meses depois de Wagner ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal no caso Master. Em 18 de junho, a PF deflagrou a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras ligadas ao banco. Em endereços relacionados ao senador, em Brasília e na Bahia, os agentes apreenderam cerca de 55 mil dólares, 33 mil euros e uma coleção de 13 relógios. 

Na representação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), a PF identificou indícios de que Wagner teria recebido vantagens econômicas indevidas de gestores do Banco Master, especialmente de Augusto Ferreira Lima, como o uso gratuito de jatos particulares, ingressos para shows internacionais, pagamentos destinados a empresa ligada à família do senador e a aquisição de um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,45 milhões. 

A PF também apura se o imóvel teria sido adquirido por meio de estruturas societárias e financeiras ligadas ao grupo investigado. 

A proposta de delação de Mansur inclui 17 anexos entregues à PGR com relatos sobre suspeitas de crimes financeiros envolvendo principalmente o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O acordo ainda depende de homologação.

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