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Ex-primeira-dama acusa prefeito de agressão na frente do filho; gestor deixa o PT

Raila Miranda relata agressão física grave diante do filho de 7 anos e diz que busca justiça após rompimento com o prefeito

01/09/2026 às 04h21
Por: Nicolas Leite
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Reprodução / Instagram
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A ex-primeira-dama de Granito, no Sertão de Pernambuco, Raila Miranda, acusou o prefeito do município, George de Sidney, de tê-la agredido dentro de casa diante do filho de 7 anos do casal. A denúncia de violência doméstica foi feita em um vídeo publicado neste domingo (30). Segundo Raila, a violência ocorreu há mais de 20 dias, depois que ela comunicou ao então marido que havia decidido encerrar o relacionamento.

No relato, Raila afirmou ter sofrido uma “agressão física gravíssima” e disse que a criança acompanhou a situação. Segundo ela, o filho “ouviu e presenciou o desespero de uma mãe que sangrava”. A ex-primeira-dama contou que demorou a tornar o episódio público por receio das consequências. “Tive medo por mim, por meu filho, pela exposição e pelas consequências de denunciar alguém que ocupa uma posição de poder e de influência”, declarou.

Raila também afirmou enfrentar violência patrimonial após o rompimento. “Hoje esse medo não vai mais me calar. Eu estou buscando os meus direitos e deixarei que as autoridades competentes investiguem e responsabilizem quem tiver que ser responsabilizado, porque nada justifica o homem agredir uma mulher”, disse. Ela acrescentou que, durante o episódio, sua preocupação foi sobreviver e proteger o filho: “Não foi política, não foi a reputação, não foi a imagem. Foi sobreviver, proteger o meu filho e pensar: como eu vou sair daqui viva?”.

De acordo com a ex-primeira-dama, a agressão teria ocorrido porque George não aceitou sua decisão de terminar o relacionamento. “Eu só havia tomado uma decisão sobre a minha própria vida, eu não queria mais continuar aquela relação e ele não aceitou”, afirmou. Ao divulgar o caso durante o Agosto Lilás, mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, Raila disse que ainda está reconstruindo a vida e que decidiu falar também em nome de outras vítimas que permanecem em silêncio por medo.

Após a repercussão das acusações, George de Sidney divulgou uma nota na qual não confirmou nem negou as agressões. O prefeito afirmou que aguardará o andamento das investigações e que “os fatos serão tratados exclusivamente pelas vias legais, com a serenidade e a responsabilidade que a situação exige”. “Ciente da minha conduta e dos meus atos, permanecerei comprometido com a verdade e com a Justiça, respondendo a tudo o que for necessário, sempre dentro dos limites da lei e com absoluto respeito às instituições”, acrescentou.

O prefeito também informou que pretende buscar judicialmente o restabelecimento da convivência com o filho. Segundo George, a iniciativa será tomada “resguardando, acima de qualquer conflito entre adultos, o seu melhor interesse”. Em meio à repercussão do caso, ele pediu sua desfiliação do PT, partido ao qual era filiado até a divulgação das acusações. O diretório pernambucano da legenda informou que recebeu o pedido enquanto preparava, em caráter de urgência, a abertura de um processo ético-disciplinar.

Em nota, o PT de Pernambuco manifestou solidariedade a Raila e repudiou “toda e qualquer forma de violência contra as mulheres”. A legenda afirmou que são necessárias a investigação das acusações e a adoção de medidas de proteção. “São urgentes a apuração dos fatos e a adoção das providências cabíveis pelos órgãos de Justiça, assim como as medidas necessárias para assegurar a proteção imediata às vítimas, mulher e criança”, declarou o partido.


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