Brasil Academia de Letras

“Depois de Ariano, é Taurino”.

“Chego das margens interioranas de Jequié e Ubatã, nos ombros de minha obra grandiosa, para trabalhar pelas letras do Brasil, Oxalá que isso aconteça agora ainda na quadra dos meus 57 anos, 49 deles dedicados quase exclusivamente a esse assunto”, afirma Taurino Araújo, ao sintetizar a relação entre suas origens baianas e o percurso dedicado à literatura.

13/10/2026 às 12h51 Atualizada em 13/10/2026 às 13h13
Por: Galego Noticias
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Rommel Robatto, memorialista, mestre em Direito (UFPE). Da Associação Bahiana de Imprensa (ABI).
Rommel Robatto, memorialista, mestre em Direito (UFPE). Da Associação Bahiana de Imprensa (ABI).

O título retrata, em outras palavras, que depois da cadeira 32 ocupada – anteriormente — "in saudosa memoria"— pelo intelectual e divertido Ariano Suassuna (Áries) na Academia Brasileira de Letras (ABL), na sequência lógica e cósmica do Zodíaco vem Taurino Araújo (Touro).  Ele, como se sabe, poeta, escritor de escol, letrado professor e pensador Baiano nascido na Cidade Sol (Jequié-Ba). 

A lírica de Taurino produziu mais de 3.000 páginas de excelente poesia brasileira, os famosos A Caturna; Guadalupe Madre; A caçambilha; É tarde, mas não é tarde... Ele é um expoente dessa nova lavra de intelectuais da Filosofia, Literatura e Direito.

Hoje, já maduro na sua essência, se candidata à cadeira mencionada da Academia em tela. Merece, portanto, total acolhida não só como nosso conterrâneo, bem como, um difusor do conhecimento de uma de suas laureadas obras do Doutorado em Direito:  A Hermenêutica da Desigualdade, considerada pela crítica uma Epistemologia genuinamente brasileira 95 anos depois da Semana de Arte Moderna.

Quando, naturalmente, se escolhe um pleiteante à imortalidade cultural da ABL não se deve comparar candidatos e nem suas obras. Cada qual, neste contexto, tem valor e respeito.  

O que se busca é o foco das suas letras necessárias em promover, por conseguinte, mais musculatura à instituição Machadiana, com um viés democrático na interpretação, aplicação e integração, em especial, nas ciências jurídicas e sociais. Afasta-se com lucidez, de normas opressoras das ditaduras pretéritas. 

Taurino, por certo, tem estes dotes conquistados por décadas ora na atividade de ensino, ora na atividade profissional. É um sujeito especial e polímata, cercado por laços culturais, bem como, partícipe de instituições que são movidas por pensamentos altamente reflexivos e democráticos a exemplo da nossa Associação Bahiana de Imprensa (ABI) e do Instituto dos Advogados ambos da Bahia (IAB), dentre outros. 

Por isso, não temos dúvida que o precitado pleiteante, será mais um baiano brilhando na academia.  Salientando, como profetiza Gilberto Gil, que:  " A Bahia já me deu régua e compasso". Hoje o Bastão é seu, preclaro Taurino Araújo. Reflitamos, pois!

Rommel Robatto, memorialista, mestre em Direito (UFPE). Da Associação Bahiana de Imprensa (ABI).

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