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A saúde da Bahia vai parar! Greve de médicos começa em 5 hospitais do Estado nesta quinta-feira (31)

O sindicato também comunicou que está respeitando todos os trâmites legais exigidos para deflagração do movimento e fez um apelo à categoria para que observe os artigos 48 e 49 do Código de Ética Médica, que tratam da sucessão de profissionais desligados por represália e da preservação da unidade da classe médica.

31/07/2025 às 08h46
Por: Galego Noticias
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Foto ilustrativa de uma greve que ocorreu em 2021
Foto ilustrativa de uma greve que ocorreu em 2021

Médicos que atuam nas principais unidades de saúde da rede estadual da Bahia iniciaram, à 0h desta quinta-feira (31/07), uma greve por tempo indeterminado. A paralisação atinge profissionais das maternidades Albert Sabin e Tsylla Balbino, além do IPERBA, Hospital Geral Roberto Santos e Hospital Geral do Estado (HGE).

 

A decisão foi tomada em assembleia convocada pelo Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed-BA) no último dia 24, em protesto contra o desligamento de médicos celetistas vinculados ao Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS).

De acordo com o Sindimed, a greve impacta os atendimentos de fichas verdes e azuis — casos de menor urgência — e os procedimentos eletivos, como consultas ambulatoriais e cirurgias programadas. Os serviços de urgência e emergência seguem funcionando normalmente.

O sindicato também comunicou que está respeitando todos os trâmites legais exigidos para deflagração do movimento e fez um apelo à categoria para que observe os artigos 48 e 49 do Código de Ética Médica, que tratam da sucessão de profissionais desligados por represália e da preservação da unidade da classe médica.

 

Em nota enviada ao Informe Baiano, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) repudiou a comunicação do sindicato, classificando-a como “alarmista” e “desinformativa”. A pasta afirmou que não haverá descontinuidade na assistência à população, já que empresas contratadas continuarão prestando os serviços nas unidades afetadas.

A Sesab informou ainda que participou de reunião no dia 24 com o Sindimed, o Ministério Público do Trabalho e a Procuradoria Geral do Estado, onde apresentou alternativas para a contratação dos profissionais, como credenciamento por pessoa jurídica e novos editais celetistas. Parte dos médicos já teria migrado de vínculo sem prejuízo aos atendimentos.

 
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