
Cerca de 160 agentes de trânsito e transporte participaram na manhã desta terça-feira (10) da terceira edição do Fórum Internacional de Segurança Viária. O evento foi promovido pela Prefeitura, por meio da Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador), com o apoio da Iniciativa Bloomberg de Segurança Viária Global. Na oportunidade, todos puderam trocar experiências sobre as condutas que têm se mostrado exitosas em outras cidades do mundo no que se trata de segurança viária.
Agentes que atuam ou atuaram diretamente na segurança viária em países como Nova Zelândia, Polônia e Eslovênia trouxeram exemplos no que tange à promoção da segurança viária. Do país da Oceania, foi mostrado como os neozelandeses têm usado a tecnologia para coibir o excesso de velocidade. Lá, policiais, que têm a responsabilidade sobre a fiscalização de trânsito, usam câmeras estáticas, vans com câmeras móveis, lasers, além dos radares para fiscalização móvel de velocidade.
Da Polônia, Robert Susanj, oficial sênior de fiscalização de trânsito da Parceria Global de Segurança Rodoviária (GRSP, sigla em inglês), organização ligada à Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho que trabalha com fiscalização para segurança viária em todo o mundo, explicou que, no país europeu, a fiscalização é orientada por dados e baseada em evidência e inteligência confiáveis. “Podemos usar abordagens mais suaves ou mais rígidas, diferentes táticas, mas, quando a fiscalização é bem coordenada e guiada por dados, podemos, sem dúvida, tornar as ruas de Salvador mais seguras”, explica.
O sueco Martin Flieger, diretor global de fiscalização viária da GRSP, destacou a importância do compartilhamento de experiências. “É inspirador ver agentes e tomadores de decisão juntos em uma sala, adquirindo conhecimento, o que mostra ser possível aplicar a fiscalização de forma efetiva. Nossa esperança é que essa troca de experiências e ideias sirva como inspiração para que algo novo seja implementado em 2025.”
Ao fazer a abertura do encontro, o superintendente da Transalvador, Decio Martins, citou os principais desafios de manter o ordenamento e a cultura de um trânsito seguro na capital. “Podemos dizer que temos dois grandes desafios aqui na cidade: a problemática do excesso de velocidade e as condutas dos motociclistas. Percebemos que outras metrópoles também estão enfrentando essas mesmas questões. E este Fórum nos ajuda a dialogar sobre práticas que têm surtido efeito no trânsito”, explica Martins.
Há aproximadamente 30 anos atuando como agente de trânsito nas ruas da cidade, Alex Freitas, que hoje é coordenador de área na Transalvador, acredita que encontros como esses estimulam a pensar novas propostas adequadas ao trânsito da capital baiana. “Esta é uma oportunidade de conhecermos melhor as práticas de promoção da segurança viária que são adotadas em diversas cidades do mundo e discutirmos possibilidades para implantarmos as inovações e aprimorarmos nossas ações em prol da fluidez e da preservação de vidas no trânsito”, afirma Alex Freitas, agente de trânsito da capital há quase 30 anos.
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