
O diagnóstico que norteará o Plano Municipal de Segurança Pública e Defesa Social de Juazeiro foi apresentado e debatido durante reunião extraordinária do Comitê
O encontro, conduzido pela presidente do Comitê, promotora de Justiça Aline Curvêlo, reuniu representantes do Ministério Público da Bahia, das forças de segurança, da Prefeitura, do sistema prisional, da OAB e da sociedade civil para discutir os problemas prioritários e as estratégias que deverão orientar as ações de seg
urança pública no município nos próximos anos. Apresentado pelo diretor do Instituto Cidade Segura, Alberto Kopittike, o diagnóstico mostra que a proteção de crianças, adolescentes e jovens deve ocupar posição central no planejamento, apontando redução dos índices de violência e da evasão escolar, resultado atribuído ao fortalecimento das ações integradas desenvolvidas nos últimos anos.
O gestor municipal Andrei Gonçalves relatou os esforços que vem implementando de urbanismo social quando implementa intervenções em bairros contemplando a integralidade das suas necessidades de pavimentação e iluminação, informando os esforços para implementação do georeferencialmento da cidade.
Durante o debate, a coordenadora executiva do programa ‘Bahia pela Paz’, Denise Tourinho, defendeu o alinhamento das instituições conforme modelo de governança participativo, inafastabilidade do foco antirracista, especialmente jovens negros de bairros periféricos e a necessidade de definição de prioridades para garantir a efetividade das ações a exemplo proteção de crianças e adolescentes, redução dos crimes violentos, focalização nos territórios mais vulneráveis e enfrentamento à violência contra a mulher.
A proposta do plano trazida a debate pelo Instituto Cidade Segura tem como base a integração permanente entre órgãos públicos, o uso de informações de inteligência, o monitoramento de indicadores e a articulação da segurança pública com áreas como educação, saúde, assistência social e urbanismo.
Após o debate de algumas possibilidades para inclusão no Plano municipal, ficou definido que as instituições podem encaminhar sugestões de ações concretas ao e-mail do [email protected] até o final deste mês, enquanto a oitiva popular será feita por meio das ferramentas do Bahia pela Paz.
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