
Fotos: Fátima Brandão
A Prefeitura de Feira de Santana, por meio da Fundação Hospitalar, iniciou nesta segunda-feira (24) a primeira turma da Brigada de Incêndio 2026. A iniciativa tem como objetivo capacitar e reciclar funcionários e colaboradores das unidades de saúde administradas pela autarquia, fortalecendo as ações de prevenção e a capacidade de resposta diante de situações de emergência.
A formação é considerada estratégica para o ambiente hospitalar, onde a presença de pacientes, equipamentos elétricos, cilindros de oxigênio, gases e outros materiais exige protocolos específicos de segurança. Ao todo, cerca de 350 colaboradores serão capacitados nas unidades administradas pela Fundação Hospitalar.
Para a diretora-presidente da Fundação Hospitalar, Gilberte Lucas, investir na formação dos brigadistas significa ampliar a segurança de pacientes, colaboradores e demais pessoas que circulam nas unidades.
“Estamos sempre buscando algo mais que capacite nossos profissionais de saúde para a melhoria da nossa assistência. Uma equipe treinada e capacitada está mais preparada para agir com segurança, responsabilidade e agilidade diante dos desafios, contribuindo para um ambiente cada vez mais seguro para todos. Capacitar é prevenir. Segurança é um compromisso de todos”, afirmou.
Brigadistas são preparados para resposta rápida
O treinamento é conduzido pelo comandante do 1º GBM (Grupamento de Bombeiros Militar), Osmar Carvalho, responsável pela capacitação da brigada do Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da Mulher) e de outras unidades de saúde, como o CMDI I e II, CMPC, CPN e Ambulatório de Saúde da Mulher.
Segundo o comandante, a preparação é fundamental para que funcionários treinados dentro das próprias unidades estejam aptos a identificar riscos e iniciar uma resposta imediata até a chegada do Corpo de Bombeiros.
“Estamos preparados para capacitar cerca de 350 colaboradores do Hospital Inácia Pinto dos Santos, o Hospital da Mulher. Os ambientes hospitalares têm riscos e perigos que podem gerar incêndios ou acidentes a qualquer momento, pois reúnem pessoas, aparelhos elétricos e também fazem uso de gás. Nesse contexto, seguimos a regulamentação IT-117 do Corpo de Bombeiros e os critérios da NBR 14.276, que orientam a criação de brigadistas nesses locais”, explicou.
Durante a formação, os participantes aprendem a identificar situações de risco, como curtos-circuitos, vazamentos de GLP e princípios de incêndio envolvendo aparelhos de ar-condicionado, máquinas e outros equipamentos.
Também são ensinados procedimentos para a utilização correta de extintores e hidrantes, além de técnicas de evacuação e identificação de pessoas que eventualmente permaneçam dentro de uma área de risco.
“Os brigadistas aprendem a identificar situações de risco. Eles são tecnicamente preparados para identificar curtos-circuitos, vazamentos de gás GLP, incêndios em ar-condicionado, máquinas e equipamentos e situações básicas, como identificar e manusear os extintores adequados e operar hidrantes”, destacou Carvalho.
O comandante ressaltou, porém, que a prioridade em qualquer ocorrência é preservar vidas. Por isso, os brigadistas também são orientados a realizar a evacuação, identificar pessoas ausentes nos pontos de encontro e organizar equipes para a varredura dos ambientes, até que todos estejam em segurança.
Organização por setores aumenta eficiência
Com aproximadamente 50 participantes no primeiro dia, a capacitação também aborda a organização da brigada por funções. A estrutura prevê representantes dos diferentes setores do hospital, líderes por turno e por área e um coordenador-geral.
Os participantes são preparados para assumir responsabilidades específicas, como evacuação, combate a princípios de incêndio com extintores, apoio à saída rápida de pessoas, combate a incêndios de maiores proporções com hidrantes, atendimento a emergências químicas, conferência de áreas e comunicação.
Para Osmar Carvalho, a presença de integrantes de diferentes setores é essencial para garantir uma resposta rápida e coordenada.
“Cada integrante de setores diferentes da unidade hospitalar é de fundamental importância. Isso porque a pronta resposta se dá de forma rápida e correta”, afirmou.
O treinamento também inclui o reconhecimento de áreas consideradas sensíveis, como elevadores, salas de raio-X, UTIs e semi-UTIs, além de orientações para situações envolvendo ambientes eventualmente colapsados.
Teoria e prática fazem parte da formação
Além do conteúdo teórico, os futuros brigadistas participam de atividades práticas. Entre os exercícios estão a evacuação de ambientes após o acionamento de sirenes, o manuseio e uso correto de extintores e a utilização prática de hidrantes.
A capacitação também aborda a importância dos equipamentos disponíveis nos chamados carrinhos da brigada de incêndio. De acordo com o comandante, esses equipamentos devem estar disponíveis nos diferentes andares da unidade hospitalar para permitir uma resposta imediata.
Entre os itens estão equipamentos de proteção, capacetes, lanternas, máscaras, megafone e materiais destinados à atuação em áreas de risco, inclusive em ocorrências envolvendo cilindros de oxigênio.
Segurança do paciente também é prioridade
Para Ágna de Oliveira Freitas, do Núcleo de Segurança do Paciente, a capacitação representa uma oportunidade de ampliar os conhecimentos e fortalecer a proteção dos pacientes.
“Esse curso é muito importante. Tirei dúvidas com o comandante, inclusive sobre o ponto de encontro, se seria necessário ser pintado por setores para serem melhor identificados, e sobre a forma correta de evacuação para os pontos certos de encontro, onde o paciente vai se sentir mais protegido e seguro”, relatou.
O coordenador de faturamento, Gevaldo Moreira Venas, também aproveitou a capacitação para esclarecer dúvidas relacionadas à comunicação durante uma emergência, especialmente sobre o uso de megafones.
Segundo o comandante Osmar Carvalho, o equipamento não deve ser utilizado dentro da área crítica durante a emergência, mas pode ser empregado externamente para auxiliar na identificação das saídas de emergência e dos pontos de encontro organizados pelas equipes de brigadistas.
A formação da Brigada de Incêndio 2026 reforça uma estratégia que vai além do combate ao fogo. A preparação busca criar uma cultura permanente de prevenção, identificação de riscos e proteção da vida, garantindo que os profissionais estejam prontos para agir nos primeiros momentos de uma emergência.
Em ambientes hospitalares, onde cada segundo pode fazer diferença, capacitar pessoas para prevenir e responder a situações de risco é também uma forma de cuidar.
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