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No debate da Band, Jerônimo exalta combate à violência contra mulher; Bahia é 4º em feminicídios

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10/08/2026 às 04h24
Por: Galego Noticias
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Foto: reprodução / TV Band
Foto: reprodução / TV Band

Durante o primeiro debate entre candidatos ao Governo da Bahia nas eleições de 2026, realizado pela Band Bahia na noite deste domingo (9), o governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT) destacou as políticas estaduais de enfrentamento à violência contra a mulher e afirmou que iniciativas desenvolvidas no estado se tornaram referência. O debate reuniu também ACM Neto (União Brasil) e Ronaldo Mansur (PSOL).

 

Ao abordar o tema, Jerônimo relembrou a própria história familiar e afirmou ter sido criado pela mãe e por cinco irmãs. “Cada ato contra as mulheres, seja onde for e da forma que for, me machuca profundamente. Pela minha origem e pela minha história”, declarou. O governador também citou ações da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), a Ronda Maria da Penha e programas desenvolvidos nas escolas estaduais como instrumentos de prevenção e conscientização.

Jerônimo afirmou ainda que pretende fortalecer, em um eventual novo mandato, políticas voltadas à educação e à construção de uma cultura de respeito às mulheres. Segundo ele, o trabalho deve começar desde a infância, envolvendo principalmente os meninos. “A nossa cultura possa banir, tirar do nosso meio qualquer risco de mulher ser morta por ser mulher”, afirmou durante o debate.

Apesar das ações destacadas pelo governador, os números recentes mostram um cenário preocupante. A Bahia registrou 51 feminicídios entre janeiro e junho de 2026 e ocupa a quarta posição entre os estados brasileiros com o maior número de casos no período. Os dados são do Monitoramento Nacional da Violência contra a Mulher, divulgado pelos ministérios da Justiça e Segurança Pública e das Mulheres.

 

No ranking nacional, São Paulo aparece na primeira posição, com 142 feminicídios, seguido por Minas Gerais, com 72, e Paraná, com 55. A Bahia vem logo depois, com 51 casos, à frente do Rio de Janeiro, que contabilizou 48, e de Goiás, com 47 ocorrências no primeiro semestre. Os números colocam o combate à violência contra as mulheres entre os desafios da segurança pública baiana para os próximos anos.

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