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Codesal encerra Operação Chuva 2026 com quase 5 mil vistorias e aumento de 30% no atendimento às famílias

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10/07/2026 às 04h29
Por: Galego Noticias
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Fotos: Bruno Concha / Secom PMS
Fotos: Bruno Concha / Secom PMS

 

 

 

 

 

A Defesa Civil de Salvador (Codesal) encerrou, em 30 de junho, a Operação Chuva 2026 com a realização de 4.933 vistorias técnicas e aumento de 30,4% no atendimento às famílias em relação ao mesmo período de 2025. O balanço evidencia o fortalecimento das ações preventivas e da capacidade de resposta do órgão durante o período chuvoso, entre os meses de março e junho.

 

No quadrimestre, a Codesal também distribuiu 86.900 m² de lona plástica para proteção de encostas e áreas de risco, beneficiando 625 localidades. Sete de Abril, São Marcos e Castelo Branco estiveram entre os bairros com maior número de instalações.

 

O Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (Cemadec) desempenhou papel estratégico durante a Operação Chuva 2026, acompanhando e avaliando continuamente os fenômenos meteorológicos que poderiam representar riscos à população. Responsável pelo monitoramento e emissão de alertas conforme os protocolos do Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC), o centro registrou alterações nos níveis do plano sempre que as condições meteorológicas e os impactos das chuvas exigiram.

 

Entre março e junho, Salvador acumulou 984,0 mm de chuva, volume 1,2% superior à normal climatológica de 972,0 mm, conforme dados da estação de referência do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em Ondina. Março registrou o maior acumulado dos últimos quatro anos, com 234,8 mm de chuva, índice 59,4% superior à média histórica do mês. Na estação Liberdade – Vila Sabiá, o volume chegou a 318,6 mm, superando em 116,2% a média climatológica.

 

Os episódios de chuva intensa foram provocados pela atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), de vórtices ciclônicos e de ventos úmidos vindos do oceano. Em abril, o acumulado foi de 310,2 mm, 8,8% acima da média histórica de 284,9 mm. As maiores precipitações ocorreram na Calçada (353,6 mm), Caixa d'Água (353,2 mm) e Barra – Vila Naval (351,4 mm).

 

Já maio e junho registraram volumes inferiores aos esperados. Em maio, foram registrados 209,4 mm, correspondentes a 69,3% da média histórica de 302,2 mm. Em junho, a estação de Ondina registrou 229,6 mm, ligeiramente abaixo dos 237,6 mm previstos.

 

O mês também foi marcado pelas maiores rajadas de vento e pelas menores temperaturas do ano. Em Valéria – Embasa, os ventos atingiram 66,6 km/h no dia 4, enquanto, na Barra – Vila Naval, chegaram a 61,9 km/h no dia 5. As menores temperaturas foram registradas nos dias 21 e 22 de junho, com 18,0°C em Barro Duro e 18,2°C na Praia do Flamengo.

 

Apesar dos episódios de chuva intensa, os acumulados nas 14 áreas monitoradas pelo sistema de sirenes da Codesal não atingiram os critérios técnicos para acionamento do Sistema de Alerta e Alarme. Dessa forma, não houve necessidade de evacuações preventivas durante toda a Operação Chuva 2026.

 

O Cemadec conta com 114 estações de monitoramento distribuídas pela cidade e funciona ininterruptamente, 24 horas por dia, durante todos os dias da semana.

 

Atendimento social - Entre março e junho, o Setor de Atendimento à Comunidade em Áreas de Risco (Seatc) realizou 2.637 atendimentos sociais, crescimento de 30,4% em comparação com o mesmo período de 2025. O resultado reflete a atuação integrada da Codesal com a Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre).

 

As Prefeituras-Bairro Liberdade/São Caetano, Cabula/Tancredo Neves e Subúrbio/Ilhas concentraram o maior número de vistorias, com 894, 653 e 646 atendimentos, respectivamente. As inspeções em áreas atendidas por sistemas de alerta e alarme, como Bom Juá, Calabetão e Mamede, permitiram identificar situações de risco e orientar a população de forma preventiva.

 

Monitoramento contínuo - O telefone 199 permaneceu como principal canal de comunicação entre a população e a Defesa Civil, funcionando 24 horas por dia durante todo o período. As principais ocorrências registradas foram riscos de desabamento (2.346), ameaças de deslizamento (922), imóveis alagados (430) e deslizamentos de terra (289).

 

A integração com outros órgãos municipais também resultou em 5.237 encaminhamentos para serviços como obras de contenção, limpeza de vias e outras intervenções. Para o diretor-geral da Codesal, Adriano Silveira, os resultados refletem o fortalecimento da atuação preventiva do órgão.

 

“Ampliamos nossa capacidade de resposta e atuamos de forma integrada e preventiva. Além disso, o monitoramento em tempo real e a dedicação das nossas equipes foram essenciais para minimizar os impactos das chuvas e garantir mais segurança à nossa população”, afirmou.

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