
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a preservação e documentação integral de todos os elementos materiais da megaoperação policial realizada no Rio de Janeiro, que deixou mais de 100 mortos.
Segundo a decisão, o acesso às perícias deve ser concedido à Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPE-RJ). A medida atende ao pedido da Defensoria Pública da União (DPU), que solicitou ao STF a preservação completa dos elementos periciais para que o órgão possa elaborar contraprovas.
No documento enviado ao Supremo, a DPU também pede que as perícias sejam acompanhadas por assistentes técnicos e outros profissionais especializados, garantindo a lisura da produção probatória.
Além disso, Moraes designou uma audiência conjunta para discutir o tema, marcada para 5 de novembro, às 10h, na sala da Primeira Turma do STF. Devem participar diversas entidades, ainda não detalhadas no despacho.
Os órgãos e entidades envolvidos devem indicar seus representantes à chefia de gabinete do ministro Moraes até as 15h de terça-feira (4).
Alexandre de Moraes negou a participação da DPU na audiência de segunda-feira (3), em que o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), prestará informações sobre a megaoperação. Também foram convocados o secretário de Segurança Pública, o comandante da Polícia Militar, o delegado-geral da Polícia Civil e o diretor da Superintendência-Geral de Polícia Técnico-Científica.
Justiça Campanha convoca familiares de desaparecidos para coleta de DNA
Justiça STF marca para setembro retomada do julgamento da Lei da Ficha Limpa
Justiça Com autorização de Moraes, Bolsonaro poderá voltar a receber visitas


