
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e a técnicos do governo novos estudos para avaliar a viabilidade de reduzir ou até mesmo zerar a tarifa de ônibus no país.
A ideia resgata uma proposta de 2012, apresentada por Haddad à então presidente Dilma Rousseff, que previa a gratuidade por meio de subsídio cruzado, com cobrança de R$ 1 por litro de gasolina para custear o transporte coletivo. Hoje, o cenário é considerado mais difícil, já que o preço da gasolina é bem mais alto do que à época.
De acordo com o jornal Valor Econômico, alternativas estão em discussão, incluindo a oferta de gratuidade parcial, apenas em domingos e feriados. Essa hipótese divide opiniões, pois o foco principal seria beneficiar trabalhadores no dia a dia, e não apenas em momentos de lazer.
O deputado Jilmar Tatto (PT-SP), defensor histórico da “tarifa zero”, apresentou ao cacique petista dados que apontam para a crise no modelo atual de financiamento do transporte, marcado por tarifas altas, queda no número de passageiros e pressão por novos reajustes. O presidente então determinou que Haddad avaliasse os impactos da medida.
No Planalto, a discussão também envolve o cálculo político. O governo considera implementar alguma versão do projeto próximo às eleições de 2026, repetindo o trunfo eleitoral usado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) em São Paulo, reeleito após adotar gratuidade aos domingos. Estudos indicam que a medida poderia ainda impactar o IPCA, reduzindo a inflação medida pelo transporte público nos fins de semana.
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