
O ano de 2025 será marcado pelo aumento da participação das mulheres no ecossistema de inovação de Salvador e da Bahia. Essa é a meta do Hub Salvador, um equipamento da Prefeitura da capital baiana de fomento ao empreendedorismo inovador, coordenado pela Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (Semit).
A nova gestão do Hub Salvador, sob a liderança do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico em Informática e Eletroeletrônica de Ilhéus (CEPEDI Ilhéus), se compromete em tornar o equipamento um espaço que não apenas promova a inovação, mas que também reflita a diversidade da população local, promovendo a equidade de gênero e a diversidade.
"O Hub Salvador é um espaço de inovação, colaboração e transformação, onde as mulheres têm protagonismo e impulsionam novas ideias que moldam o futuro da nossa cidade", afirma o secretário municipal de Inovação e Tecnologia, Alberto Braga, ao destacar que o local “reforça também a importância da diversidade e da inclusão no ecossistema de tecnologia do município”.
O Hub Salvador tem como parceiros estratégicos a Softex Nacional - principal promotora de políticas públicas para o ecossistema de tecnologia do Brasil - e a Inventivos. Fundada em 2020 por Monique Evelle e Lucas Santana, a Inventivos é reconhecida como uma das principais plataformas de formação do País; já investiu mais de R$ 3 milhões em startups e hoje tem 12 empresas em seu portfólio.
“Nosso plano é Salvador, a Bahia e o Nordeste. Vamos buscar o protagonismo do ecossistema de inovação, que valoriza a diversidade, a inclusão, novas ideias e trocas reais”, comenta Monique Evelle. Empresária, jornalista e investidora do Shark Tank Brasil, Monique é uma empreendedora negra, nascida em Salvador, que desde os 16 anos é liderança em negócios que visam quebrar as barreiras impostas pelo racismo estrutural. “Vamos buscar o protagonismo do ecossistema de inovação, que valoriza a diversidade, a inclusão, novas ideias e trocas reais”, comenta Monique Evelle.
“O Hub Salvador está cada dia mais com a cara da nossa Bahia, mais diverso e inclusivo. Além de um espaço de inovação, é também um espaço de conexão. Estou residente desde dezembro de 2023. Tenho acompanhado de perto as transformações dos últimos meses”, afirma Diane Souza, fundadora da Captarh - Gestão de RH. Diane é psicóloga e atua na área de startups e inovação desde 2020, com o propósito de promover a inclusão no mercado de trabalho.
Ambiente de Startups - “Eu acredito que o ecossistema de startups no Brasil tem avançado em relação à inclusão de mulheres, e o surgimento de iniciativas de apoio, através de incubadoras e aceleradoras, com programas exclusivos para mulheres, tem sido um diferencial nesse processo”, afirma Diane. “Mas ainda enfrentamos muitos desafios, sobretudo, nós mulheres negras, que enfrentamos barreiras sociais e no acesso a recursos financeiros. Isso tudo limita a capacidade de escalamos nossos negócios. Além disso, o preconceito e o racismo muitas vezes afetam de forma negativa a nossa participação em espaços de inovação”, destaca a empreendedora.
“O ambiente de startups no Brasil ainda está em processo de evolução quando se trata de diversidade. No Hub Salvador, percebo um esforço para trazer mais inclusão e oportunidades para grupos historicamente sub-representados, mas ainda há um longo caminho a percorrer”, comenta Monique Santos, uma das fundadoras da A WasteZero, primeira startup do Nordeste a atuar no segmento de combate ao desperdício por meio da intermediação de produtos próximos a validade.
“A presença feminina e de outras minorias no ecossistema de inovação no Brasil e na Bahia precisa ser incentivada não só com discursos, mas com ações concretas, como programas de aceleração voltados para diversidade, mentorias específicas e maior visibilidade para negócios liderados por mulheres e grupos diversos”, opina Monique. A WasteZero foi uma das 10 startups e empresas selecionadas para o 1º Ciclo de Aceleração 2024/2025 do Hub Salvador e neste momento está vivenciando a etapa final do programa de aceleração.
De acordo com o coordenador executivo do Hub Salvador, Antônio Rocha, “a nova gestão do Hub se compromete em tornar o equipamento um espaço que não apenas promova inovação, mas que também reflita a diversidade e a realidade da população local”. Ele pontua que ainda existem barreiras significativas para alcançar a equidade de gênero e ampliar a representatividade feminina no ecossistema de inovação brasileiro. “Embora hoje haja maior reconhecimento, visibilidade para as lideranças femininas e acesso a programas de aceleração”, destaca.
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