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ONU: 134 guerras no mundo devem levar 305 milhões a buscar ajuda

Em 2025, o Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários projeta que 305 milhões de pessoas precisarão de assistência humanitária para sobreviver.

Galego Noticias
Por: Galego Noticias
05/01/2025 às 02h07
ONU: 134 guerras no mundo devem levar 305 milhões a buscar ajuda

Mais de 200 mil pessoas foram m0rtas em 134 guerras e outros conflitos armados entre 1 de julho de 2023 e 30 de junho de 2024, aponta uma pesquisa do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS). Isso significa que o número de vítimas aumentou 37% em relação aos 12 meses anteriores. Para Frederico Seixas Dias, doutor em relações internacionais, a previsão, através de análises do contexto atual da política global, é de que as guerras civis em países periféricos se tornem ainda mais mais v10lentas em 2025.

Os conflitos no Oriente Médio, em especial na Faixa de Gaza – onde mais de 45 mil pessoas m0rreram por conta da guerra -, foram os principais responsáveis pelo aumento no número de m0rtos em 2024, de acordo com o estudo do IISS. Na região, o número de m0rtos em conflitos cresceu 315% em relação aos dados do estudo de 2023.

Em 2025, o Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários projeta que 305 milhões de pessoas precisarão de assistência humanitária para sobreviver.

O especialista argumenta que a grande incerteza, aquela que abre espaços para surpresas sobre o futuro, é como Donald Trump, presidente eleito dos Estados Unidos (EUA), irá lidar com os conflitos. De acordo com ele, os EUA devem ter menos disposição para exercer o papel de “polícia global”, o que irá promover uma menor intervenção estadunidense em questões multilaterais.

“Durante a campanha, Trump deu indicações não só de que não deve restringir o comportamento de Israel como ameaçou o Hamas com graves consequências se os reféns israelenses não forem finalmente libertados. Assim, não vejo fim para o conflito que assola os Palestinos, algo reforçado recentemente pelas mudanças de poder no Irã e agora na Síria”, afirma Frederico Dias.

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