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Conscientização Ambiental: oficina promove naturalização dos espaços escolares em Salvador

“Isso mostra que a educação tem que ser a porta de entrada para o relacionamento com a cidade, a discussão e a exigência dos direitos. Por isso, é fundamental que trabalhemos de maneira intersetorial, com um trabalho que envolva diversas áreas, e que bom que possamos seguir neste caminho para desenvolver os pátios naturalizados em nossas escolas”, disse Thiago Dantas.

Galego Noticias
Por: Galego Noticias
30/11/2024 às 08h18
Conscientização Ambiental: oficina promove naturalização dos espaços escolares em Salvador

 

 

O Centro de Formação de Professores Emília Ferreiro, no Stiep, foi palco de uma oficina inédita na última segunda-feira (25). O evento, realizado numa parceria entre as secretarias da Educação (Smed) e de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), reuniu educadores e teve como principal proposta a transformação dos ambientes escolares, como pátios e jardins, em espaços mais verdes, inclusivos e ecologicamente responsáveis.

 

O objetivo da ação é promover a conscientização ambiental e incentivar práticas sustentáveis no cotidiano dos estudantes soteropolitanos. Durante a abertura, o titular da Smed, Thiago Dantas, destacou que os "pátios naturalizados" transformam o aprendizado, conectando os estudantes ao verde, com mais criatividade, saúde e acolhimento.

 

"Isso mostra que a educação tem que ser a porta de entrada para o relacionamento com a cidade, a discussão e a exigência dos direitos. Por isso, é fundamental que trabalhemos de maneira intersetorial, com um trabalho que envolva diversas áreas, e que bom que possamos seguir neste caminho para desenvolver os pátios naturalizados em nossas escolas”, disse Thiago Dantas.

 

A oficina contou ainda com uma apresentação do titular da Secis, Ivan Euler, sobre a utilização das “Escolas como espaço de resiliência climática". Além disso, foram realizadas atividades práticas de conexão, promovidas pela educadora Amanda Reis. O encontro foi encerrado com um plantio coletivo, com o objetivo de fazer com que os alunos se envolvessem diretamente no processo de transformação de seus espaços de convivência, ao passo que vão aprendendo sobre a importância da biodiversidade e do cuidado com o meio ambiente.

 

"É fundamental que os estudantes se conectem com a natureza, entendendo que a preservação começa no ambiente onde vivemos. A escola deve ser um reflexo das práticas que queremos ver no mundo, e a naturalização desses espaços é uma forma de aproximar as crianças da educação ambiental", destaca Euler.

 

O titular da Secis elenca ainda outras iniciativas que buscam aproximar os estudantes da natureza: “A Secis promove outras iniciativas nesse sentido, como as hortas escolares, onde os alunos aprendem a importância desse cultivo e as hortaliças são utilizadas na própria merenda escolar. Essas ações criam uma aproximação dos estudantes, desde muito jovens, com a natureza”.

 

Para Simone Café, gestora do Núcleo Especial de Apoio à Primeira Infância, cada um desses pátios utilizados na iniciativa foi transformado a partir da escuta das necessidades específicas da escola e dos estudantes. “Não queremos nada pronto, não queremos nada da nossa cabeça, queremos levar aquilo que as crianças querem para os seus espaços e aquilo que a gestão escolar consegue abraçar em cada escola”.

 

Segundo ela, a iniciativa é um exemplo de como práticas educativas podem se transformar em ações para promover a sustentabilidade. Dessa forma, explica, com um número crescente de escolas em Salvador adotando projetos semelhantes, "a naturalização dos espaços escolares surge como uma importante ferramenta para a formação de cidadãos mais conscientes e engajados com as questões ambientais, preparando-os para um futuro mais verde e equilibrado". 

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