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Bacelar apresenta projeto que revoga Novo Ensino Médio

Os defensores do novo ensino médio dizem que o modelo antigo era visto mais como uma preparação para o ensino superior, agora, a proposta é dar uma formação mais voltada ao mercado de trabalho, mas para Bacelar a mudança na grade curricular é excludente e prejudica o aprendizado, o pensamento crítico e o debate plural dos alunos da rede pública.

Galego Noticias
Por: Galego Noticias
22/03/2023 às 18h29
Bacelar apresenta projeto que revoga Novo Ensino Médio

 

Preocupado com as consequências do Novo Ensino Médio (NEM) e com o futuro dos alunos da rede pública, o deputado federal Bacelar (PV-BA) apresentou, na noite desta terça-feira (22), um projeto de lei (1299/2023) que revoga a reforma do ensino médio. “O NEM vai precarizar e aumentar as desigualdades educacionais” argumentou.

 

O modelo, aprovado em 2017 pelo governo de Michel Temer e implantado em 2022 por Bolsonaro, oferta um conjunto de novas disciplinas optativas em todas as escolas do país. A partir de 2023, cada estudante passou a poder montar seu próprio ensino médio, escolhendo as áreas (os chamados “itinerários formativos”) nas quais se aprofundará.

 

Os defensores do novo ensino médio dizem que o modelo antigo era visto mais como uma preparação para o ensino superior, agora, a proposta é dar uma formação mais voltada ao mercado de trabalho, mas para Bacelar a mudança na grade curricular é excludente e prejudica o aprendizado, o pensamento crítico e o debate plural dos alunos da rede pública.

 

O parlamentar ressaltou que as escolas não têm infraestrutura, falta formação adequada dos professores e a carga horária de disciplinas tradicionais foi reduzida. “É um retrocesso. Não há justificativa na retirada de disciplinas como filosofia e sociologia da grade curricular do ensino médio. Será uma geração de jovens com formação precária e sem capacidade de desenvolver pensamento crítico. Não é aceitável que o conteúdo prioritário seja o português e a matemática. E as ciências sociais? E o debate em sala de aula? Tudo isso é nossa referência e não pode ficar de fora”, completou.

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