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Pesquisa revela que população de Angra dos Reis se diz favorável ao uso da energia nuclear

Realizada pela Eletronuclear, pesquisa revela que 71% dos moradores da cidade de Angra dos Reis são favoráveis ao uso da energia nuclear para geração de eletricidade.

Galego Noticias
Por: Galego Noticias
15/03/2023 às 12h43
Pesquisa revela que população de Angra dos Reis se diz favorável ao uso da energia nuclear

 

 

A Eletronuclear revelou durante o evento Nuclear Communication 2023, realizado nesta terça-feira, na sede da Fecomércio, no Rio de Janeiro, uma pesquisa realizada em janeiro deste ano em que 71% dos moradores da cidade de Angra dos Reis são favoráveis a utilização da energia nuclear para a geração de eletricidade. O estudo foi apresentado pelo superintendente de Comunicação Institucional da Eletronuclear, Marco Antonio Alves, durante o painel "Engajamento, Sociedade e Inovação". Também participaram desta mesa de debates a gerente do Departamento de Comunicação Integrada, Juliana Rezende, a chefe da Assessoria de Responsabilidade Socioambiental da Eletronuclear, Ana Beatriz Julião, e a Coordenadora Regional das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), Jane Santos.

 

Durante o processo de elaboração da pesquisa foi detectado que um dos fatores que ampliam a aceitação da população que vive no entorno da central nuclear de Angra dos Reis é a percepção do impacto positivo causado pelas usinas na economia local do município, com o surgimento de novos comércios, geração de emprego e moradias para atender a demanda de funcionários que se estabeleceram na usina, além do impactos sociais causados na comunidades ao redor da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), como pontua Marco Alves:

 

“Entre os fatores positivos percebidos pela população, estão o impacto econômico que as usinas causam na região, gerando mais empregos. Além disso, é importante mencionar também os impactos sociais com os investimentos realizados pela Eletronuclear, com os trabalhos feitos com as comunidades e circunvizinhanças”, detalhou.

Frente Parlamentar

Para reforçar as pautas legislativas do setor, entre os convidados estava o deputado federal, Júlio Lopes, líder da frente parlamentar nuclear, grupo que aguarda atingir 198 assinaturas para ser formalizado. Até o momento foram obtidas 173 assinaturas.

A Frente pretende garantir a continuidade do programa de energia nuclear no país, incentivada no início do governo passado, mas que, segundo o deputado Júlio Lopes, foi desmobilizada nos seis meses finais pelo então ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida:

"O Brasil deve instalar mais uma usina nuclear onde já estão instaladas Angras 1, 2 e 3, porque já tem licença prévia, e mais uma no Nordeste", disse Lopes no evento.

 

O deputado elogiou também a organização do evento, a qual disse ser necessária para a divulgação de um tema muito importante é que precisa ser disseminado pela sociedade civil como algo positivo:

 

“É um tema que precisa muito do entendimento da população e da mídia, temos poucos jornalistas especializados nessa área e pouca compreensão da população a esse respeito. Então, esse evento é o início de um processo de melhor comunicação da área nuclear. Quero louvar a iniciativa e dizer que fiquei muito surpreso com a qualidade dos painéis e de todos que aqui se apresentaram, mas sobretudo, com essa ideia de tornar a comunicação mais fluída, mais fácil e de melhor interação entre todos os agentes da comunicação. É preciso que a sociedade compreenda o benefício que a energia nuclear pode trazer para vida delas e ao desenvolvimento do país”, concluiu.

 

O evento

O Nuclear Communication é um evento voltado para jornalistas e influenciadores com foco no setor nuclear, e tem como objetivo abrir espaço para a reflexão e discussão sobre como a comunicação assertiva, que facilita e amplia o acesso de informações para a sociedade, pode impactar positivamente no rumo da tecnologia nuclear no Brasil.  

O primeiro painel da conferência abordou a disseminação de fake news sobre a fonte nuclear e a gestão de crises de imagem. A mesa de debate foi composta apenas por mulheres: Jaqueline Viana (Comunicação WiN Brasil), Valéria Pastura (chefe do setor de capacitação do Instituto de Engenharia Nuclear), Inayá Lima (Coordenadora de Pós-Graduação em Engenharia Nuclear da UFRJ), Ana Carolina Hilderbrandt (Especialista em comunicação integrada/Agência A+) e Rosa Pinto (Gerente de Comunicação Social da INB).

 

 

No painel 2 sobre Engajamento, Sociedade e Inovação, os palestrantes foram Marco Antônio Alves (Eletronuclear), Juliana Rezende (Eletronuclear), Ana Beatriz Julião (Eletronuclear) e Jane Santos (INB).

 

 

No painel 3, Eliene Silva (LN Assessoria) e Ruan Souza (Rosatom) apresentaram as novidades do setor. Por fim, no painel 4, Giovanna Gallo (MMConex), Ralph Oliveira (Associação Brasileira de Radiofarmácia)Sergio Altino (Rede D’Or), Aleh Bossan (Conselheiro de Empresas e Estrategista de Crescimento e Aceleração de Negócios) e Ana Célia Sobreira (ABDAN) falaram sobre Medicina Nuclear.

 

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