
Em mais um capítulo da briga pela sucessão dos bens deixados pelo empresário Samuel Klein, fundador das Casas Bahia, o Tribunal de Justiça de São Paulo negou, nessa terça-feira (6/8), um pedido de habeas corpus formulado por seus netos Raphael e Natalie Klein. A decisão liminar foi negada, e o mérito do habeas corpus ainda não foi julgado.
O pedido pretendia trancar inquérito policial instaurado a pedido do Ministério Público Estadual (MPE) para investigar possível falsificação da assinatura do empresário Samuel Klein em documentos relativos a transferências patrimoniais que beneficiaram Raphael e Natalie. O pedido de trancamento do inquérito tem por base a decadência. A suposta vítima deveria ter representado contra os netos no prazo de seis meses e não fez isso.
O TJSP já havia arquivado uma investigação iniciada contra Michael Klein, pai de Raphael e Natalie, com fundamento em prescrição — Michael tem mais de 70 anos, e é beneficiado pela contagem acelerada do prazo prescricional.
Como Raphael e Natalie não desfrutam do mesmo benefício, o MPE pediu a instauração de um novo inquérito, destinado à apuração de possíveis crimes que vão desde a falsidade de documento até a prática potencial de estelionato por parte de Raphael Klein e Natalie Klein.
As possíveis falsificações foram denunciadas ano passado por Saul Klein, filho mais novo do fundador das Casas Bahia e principal prejudicado pelas transferências patrimoniais suspeitas.
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