
Na segunda pergunta do debate que ocorre nesta quarta-feira (7), na rádio Bahia FM, os candidatos à Prefeitura de Salvador, Kleber Rosa (PSOL) e Geraldo Jr. (MDB) responderam sobre aliança política caso sejam eleitos ao posto de chefe do Executivo Municipal. Em suas falas, Kleber e Geraldo discordaram sobre o apoio do PSOL ao MDB nas eleições de 2022. O representante do partido de esquerda, inclusive, negou qualquer possibilidade de caminhar com o vice-governador em um possível segundo turno entre ele e Bruno Reis (União).
“A aliança política sempre foi uma máxima da minha trajetória, enquanto quatro vezes vereador de Salvador, duas vezes presidente da Câmara Municipal, inclusive com o PSOL. E nós, quando eu digo nós, por uma decisão partidária, o meu partido, o MDB, foi fundamental para nós estancarmos de vez a ameaça que havia da democracia nacional e a reconstrução do país com a vitória do presidente Lula, e aqui na Bahia, no segundo turno, com apoio do PSOL e do candidato Kleber Rosa para que vencêssemos a eleição e tirássemos de vez qualquer ameaça aqui no estado da Bahia para um governo de continuidade. Então, a aliança é um propósito que queremos ter, e eu tenho certeza que o candidato Kleber Rosa, eu e ele, estaremos juntos no segundo turno das eleições se assim não permitir ganharmos no primeiro turno a vitória aqui na cidade do Salvador, respeitando todos os outros adversários”, disse Geraldo.
No entanto, Kleber Rosa descartou a possiblidade de apoio em um possível segundo turno, lembrando que o regimento do PSOL não permite aliança com o MDB. “O PSOL é um partido de tradição de esquerda e consta inclusive nas suas deliberações a impossibilidade de aliança com o MDB, do candidato Geraldo. Portanto, nunca houve aliança entre o PSOL e o MDB. O PSOL tem responsabilidade, tem compromisso com o povo e não teve dúvidas em apoiar o governador jerônimo no segundo turno das eleições passadas, porque a gente sabia que estava em jogo também o futuro da nossa nação com o perigo do bolsonarismo. A gente sabia que estava em jogo o enfrentamento ao fascismo. Então, nós demos apoio sim a um grupo comandado pelo PT, comandado pelo governador Jerônimo e sobretudo liderado pelo presidente Lula, que é alguém de quem eu nunca tive dúvida de dar o apoio em todos os momentos da sua trajetória política, porque a gente sabe de que lado a gente está e com quem a gente tem que se aliar”, rebateu o psolista.
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