
Uma lista com supostos funcionários fantasmas ocupando cargos comissionados na Prefeitura de Itabuna tem gerado polêmica no município do Sul da Bahia. A planilha tem nomes de quase 800 servidores nomeados na gestão municipal, mas não estariam trabalhando. Os salários somados dos funcionários ultrapassam R$ 1,7 milhão por mês de custo aos cofres do município, considerando ainda gratificações e horas-extra.
A lista mostra o nome completo dos funcionários, a data de admissão e os salários-base de cada um. A inconsistência, segundo a denúncia dos itabunenses que recebem a planilha, é que muitos dos supostos servidores sequer residem em Itabuna, sendo que alguns vivem em outros países. Além disso, algumas das pessoas apontadas já faleceram e seguem na folha salarial do município, recebendo seus vencimentos até o mês passado.
Entre os ‘padrinhos’ que indicaram as pessoas para os cargos fantasmas estariam o presidente da Câmara Municipal de Itabuna, Erasmo Ávila (PSD), do mesmo partido do prefeito, e Manoel Porfírio (PT), vereador licenciado, ex-líder do governo Augusto Castro na Casa e agora presidente da Fundação Marimbeta de assistência social da Prefeitura. Dos 21 vereadores, apenas quatro não teriam indicado funcionários para a Prefeitura.
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