
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, apresentou à Polícia Federal e à PGR (Procuradoria-Geral da República) uma nova versão da sua proposta de delação premiada.
Na segunda-feira (1º), a defesa teve reunião com investigadores e apresentou uma nova proposta, e adendos foram acrescentados ao texto nesta terça (2). A informação foi divulgada inicialmente pela TV Globo e confirmada pela Folha de S.Paulo.
As primeiras versões dos anexos da colaboração foram entregues pela defesa de Vorcaro no dia 6 de maio, mas investigadores da PF e da PGR consideraram fracas as informações que o ex-banqueiro pretendia fornecer.
O relator dos inquéritos do Master no STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça, também manifestava, à época, ceticismo sobre o acordo.
Em 22 de maio, o advogado Luis Oliveira Lima, o Juca, que estava à frente das tratativas, deixou a defesa. Seguiu na defesa do ex-banqueiro o advogado Sérgio Leonardo, que conhece e é próximo a Vorcaro desde a juventude.
A Polícia Federal chegou a rejeitar essa versão inicial da delação, mas voltou à mesa de negociação uma semana depois de ter rejeitado a versão inicial da colaboração do dono do Master.
Mendonça acabou autorizando a volta do ex-banqueiro a uma cela especial na superintendência da PF em Brasília. Essa era a cela que Vorcaro estava enquanto fazia os relatos dos seu acordo de colaboração aos advogados.
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