
O senador e pré-candidato a presidente do Brasil, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou no último domingo (03) de um culto na igreja do pastor Silas Malafaia, a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro.
O evento selou a reaproximação entre os dois após desentendimentos no início do ano.
No culto, Malafaia chamou Flávio Bolsonaro, o presidente da Alerj Douglas Ruas (PL), o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos) para subir ao púlpito.
O pastor fez uma oração por eles e pediu para "afastar os homens corruptos". A pregação também teve críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Nós queremos pedir a bênção para que haja paz nessa nação. Lembra do caos econômico e social. Afasta esses homens corruptos que estão comandando, dirigindo o narcotráfico, o crime organizado e todo tipo de praga do inferno. Nós declaramos a bênção, a vitória, em nome de Jesus", disse.
Flávio compareceu acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, que tem aparecido mais na pré-campanha do marido.
Desde o ano passado, Malafaia defendia uma chapa presidencial com Tarcísio de Freitas como candidato a presidente e Michelle Bolsonaro como vice. Porém, Jair Bolsonaro escolheu o filho Flávio. Depois disso, Malafaia chegou a dizer que Flávio “não empolgou a direita”.
Após o mal-estar, os dois se reencontraram em uma manifestação na Avenida Paulista.
"A relação sempre foi respeitosa, de amizade. É um líder nosso, é uma pessoa que eu ouço bastante. Então, viemos aqui hoje renovar a nossa aliança com Deus, na Santa Ceia que ele promoveu, de muita conscientização. Sai daqui ainda mais forte para continuar a caminhada junto com ele", disse Flávio.
O pastor minimizou o que chamou de “guerra” feita por “bolsominions” que o pressionavam para apoiar a campanha do filho 01 de Jair Bolsonaro (PL). O pastor havia defendido, anteriormente, que Tarcísio de Freitas (Republicanos) fosse o candidato do grupo.
“Eu falei que, para mim, o melhor era Tarcisio e Michele. Isso eu disse para o Flávio. Não foram eles? Então, claro que o Flávio vai ter meu apoio. Eu disse isso para ele. Eu sou amigo, não sou inimigo. Aí ficam esses caras bolsominions fazendo guerra, sabe? Porque querem que você fale na hora que eles querem. Quanto mais me pressionam pra fazer uma coisa que é manipulação, aí é que eu não faço. Eu faço na hora certa”, disse Malafaia.
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