
Lideranças do PT recuaram e desistiram de convocar o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, para prestar depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. A decisão foi tomada durante reunião do colegiado realizada na quarta-feira (18/03).
O requerimento havia sido apresentado pelo senador Humberto Costa (PT), mas acabou sendo retirado da pauta pelo próprio parlamentar.
Além de ACM Neto, outros nomes também haviam sido mencionados no âmbito da comissão, incluindo empresários e influenciadores digitais.
O pedido de convocação do ex-prefeito tinha como base a necessidade de esclarecer possíveis conexões investigadas pela CPI envolvendo agentes públicos, empresas e organizações suspeitas.
No requerimento, Humberto Costa citava um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), apontando que uma empresa de consultoria ligada a ACM Neto recebeu cerca de R$ 3,6 milhões entre 2023 e 2024, oriundos do Banco Master e da empresa de investimentos Reag. Neto reafirmou que prestou realmente o serviço, emitiu notas fiscais e declarou na Receita Federal.
Apesar da tentativa inicial, o recuo do senador travou o avanço do tema dentro da CPI.