
A relação entre o MDB e o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), azedou de vez nos bastidores da política baiana. A disputa não envolve apenas a vaga de vice-governador em 2026, mas também a montagem das chapas proporcionais para a Câmara Federal.
A tentativa atribuída a Rui de emplacar Ronaldo Carletto (Avante) como vice na chapa governista, o que poderia excluir o atual vice-governador Geraldo Júnior (MDB), seria apenas uma parte do problema.
Apuração do Informe Baiano revela que estava praticamente fechado um acordo para que três potenciais candidatos a deputado federal, Adriano Lima, Raimundo Costa e Bebeto Galvão, se filiassem ao MDB.
Ao tomar conhecimento da movimentação na sexta-feira, Rui Costa teria ligado para o trio. No sábado (01/03), o ministro se reuniu pessoalmente com eles. O resultado: a articulação do MDB foi desfeita.
Rui articulou a ida dos três para o PDT, já que o grupo não desejava ingressar no Avante. O ministro teria enxergado como “janela de oportunidade” uma conversa informal entre Félix Mendonça Júnior e o trio. Esse diálogo havia sido noticiado com exclusividade pelo IB.
No novo desenho, ficou definido que Rui ajudaria a fortalecer o PDT com um reforço estimado em cerca de 150 mil votos, incluindo a suplente de deputada federal Elisângela. Com a soma do trio mais Félix, a legenda poderia alcançar 410 mil votos, número suficiente para eleger dois deputados federais.
Nos bastidores, a movimentação é vista por alguns como uma “salvação” para o PDT. Por outro lado, há quem avalie que a estratégia pode enfraquecer o próprio Félix, já que Adriano Lima e Raimundo Costa são considerados nomes com potencial superior a 70 mil votos cada.
Ainda conforme a apuração, Rui também temia que o PDT pudesse migrar para a base de ACM Neto e cair sob influência do deputado federal Léo Prates, diante das dificuldades de montagem partidária enfrentadas por Félix.