
Dos cerca de mil mototaxistas cadastrados na Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), por meio da Coordenadoria de Táxis e Transportes Especiais (Cotae), pouco mais de 30 condutores compareceram à vistoria obrigatória dos mototáxis que operam na capital baiana, até esta terça-feira (4). O procedimento é indispensável aos profissionais que desejam trabalhar nas festas populares de Salvador, a exemplo do Carnaval. Por conta disso, a Semob ampliou o prazo para realização da revisão, que terminaria nesta quarta-feira (5), para o próximo dia 20.
Para evitar que a autorização para operar seja suspensa, os condutores devem comparecer ao pátio de vistorias da Cotae, na Avenida Vale dos Barris, e preencher um formulário utilizando dados como CPF, CNH, endereço, telefone, e-mail, alvará de circulação e placa do veículo. Além disso, os mototaxistas devem pagar uma taxa de vistoria no valor de R$58,89 - o Documento de Arrecadação Municipal (DAM) pode ser solicitado através da plataforma Salvador Digital (https://salvadordigital.
A coordenadora da Cotae, Luila Neves, reforça o pedido para que a vistoria seja realizada o quanto antes. “Nos festejos organizados pela Prefeitura, como as festas populares e o Carnaval, são criados pontos específicos para a categoria que só podem ser utilizados por aqueles que estão devidamente regularizados. Por isso a importância de se manter sempre com a situação em dia junto à gestão municipal”, alerta.
O supervisor de Área e Tráfego da Cotae, Willys Maia, explica o funcionamento da vistoria de mototaxistas que vão atuar nas festas populares. "Antes de acessar qualquer evento popular na cidade do Salvador, os mototaxistas devem estar regularizados junto à Semob. Para isso, é preciso passar por este processo de vistoria, que é realizada duas vezes por ano, conforme a regulamentação municipal".
O condutor deve comparecer à Cotae e apresentar o cartão de identificação, alvará de circulação e o seguro para terceiros, que é um documento previsto no regulamento. Em seguida, o veículo é vistoriado no pátio da coordenadoria, onde são avaliados aspectos de segurança, utilização de equipamentos de proteção individual (EPI), como capacete, vestimenta para circular na motocicleta, além da vistoria técnica do veículo. "Verificamos questões de segurança e solicitamos a correção de quaisquer irregularidades encontradas", conclui Maia.
Atuando há 15 anos como mototaxista na capital baiana, Éliton da Silva, de 54 anos, tem nas festas populares os melhores ganhos do ano exercendo a profissão. "Por isso é muito importante manter a situação regularizada, pois confere segurança aos passageiros e aos condutores. Caso ocorra alguma irregularidade, somos imediatamente avisados e buscamos corrigir, para poder trabalhar de forma adequada durante as festas populares e também no dia a dia", avalia.
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