
Se pudesse o verso moldar a sorte,
seriam os números poema e rima,
que ao mundo unissem em uma só voz,
e do acaso fizessem mais poesia.
Brilhassem na folha do seu bilhete,
números encantassem povos e nações,
pois, mesmo incertos, ao girar do tempo,
há incertezas na união de corações.
Mallarmé e o acaso aqui se encontram,
em combinações que prometem sonhos,
trinta apostas, quinze cada palpite.
Praça XV das promessas eloquentes,
palco das apostas e da esperança,
sessenta brilham, milhões seiscentos.
